ECTROPIO-PALPEBRAL-INTERNA

Afecção em que ocorre eversão da margem palpebral (gira para fora). O ectrópio pode acarretar exposição da córnea e das conjuntivas bulbar e tarsal, levando a quadros de conjuntivite crônica, inflamação da borda palpebral, ceratite, dor e epífora.

É dividido em duas formas: congênito e adquirido.

O ectrópio congênito é causado por uma deficiência relativa da lamela anterior da pálpebra. Pode ser visto em pacientes portadores das seguintes síndromes: Down, Barber-Say, NeuLaxova e Blefaro-cheilo-dontic.

O tratamento é cirúrgico.

O ectrópio adquirido pode ser dividido em involucional, cicatricial, mecânico e paralítico.

O ectrópio involucional é o tipo mais frequente. Apresenta-se inicialmente como uma flacidez de tecidos que evolui para o alongamento palpebral, para eversão da margem e, finalmente, para hipertrofia e queratinização da conjuntiva tarsal.

O ectrópio cicatricial é o resultado do encurtamento da lamela anterior palpebral. Pode ocorrer em casos de trauma (queimadura térmica ou química, sequela de blefaroplastia com ressecção excessiva de pele) ou de processo inflamatório crônico da pele (eczema, dermatite atópica, leishmaniose e linfoma cutâneo de célula T).

O ectrópio mecânico está relacionado à presença de massa tumoral na margem palpebral.

O ectrópio paralítico é causado pela paralisia do VII par craniano (nervo facial). Além do ectrópio, a paralisia do VII par craniano leva a quadro de lagoftalmo e de ptose de supercílio ipsilateral, e até a lesão.

Todos os tipos de ectrópio adquirido são de tratamento cirúrgico, através de diversas técnicas.